quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Amor próprio




Uma tarde nublada, dois capuccinos, quatro mãos matando a saudade, promessas de uma vida inteira juntos.
- Eu amo você - ele confessou.
Ela respondeu com um sorriso.
Conversaram sobre música, livros, viagens, sobre a vida. Fizeram falsos planos. Ela queria liberdade. Ele tinha metas. Ele era só confusão. Ela, decisão.
A vida dele se resumia em amá-la, a dela, em se deixar amar.
Num golpe de coragem, ele disparou o que não sabia ser seu maior erro.
- Casa comigo?
- Eu já não gosto mais de você - Ela não pôde aceitar que alguém a amasse mais do que ela jamais conseguira em toda sua vida, num misto de orgulho e autoflagelação, mentiu.

Acabou ali.
Era tudo bonito demais pra ser sincero, e ela era feita de razão.


Y., sessão nostalgia.








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Postado por
CF


às
14:41












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